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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dá para transformar lixo em energia?


por Rodrigo Ratier
Dá, sim. Se separarmos direitinho o lixo que tem bom potencial energético, os dejetos de uma cidade como São Paulo seriam suficientes para gerar energia para 400 mil casas! O principal segredo é tascar fogo no lixo – afinal, o calor das chamas também é uma forma de energia. Se o fogaréu for bem aproveitado em um processo controlado, a energia calorífica pode ser usada para produzir eletricidade, por exemplo. Tudo isso acontece em incineradores que utilizam o mesmo princípio de funcionamento de uma usina termelétrica, queimando um combustível fóssil para gerar energia. No nosso exemplo, a diferença é que o combustível queimado não é carvão, nem óleo, nem gás. É lixo. Até agora, essa tecnologia não aportou no Brasil. O país até tem incineradores, mas eles servem apenas para se livrar da sujeira – nenhum deles é adaptado para produzir energia. Por aqui, falta dinheiro para bancar o alto custo de uma instalação desse porte e vontade política para enfrentar as pressões dos grandes grupos de limpeza urbana, que muitas vezes gerenciam o lixo desde a varrição até o depósito final. "No Brasil, 99% dos dejetos seguem para aterros sanitários, sem gerar energia ou passar por qualquer reciclagem. Nas grandes cidades, a escassez de áreas para novos aterros se tornou um problema administrativo para as prefeituras", afirma o biólogo Hamilton João Targa, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de São Paulo. Mas, mesmo nos aterros, daria para aproveitar pelo menos uma parcela do potencial energético do lixo. Bastaria pegar o metano gerado pelo processo de decomposição do lixo orgânico, encanar o gás e abastecer casas e indústrias, por exemplo. Há mais de 50 anos, os chineses empregam esse método utilizando biodigestores, equipamentos que fermentam controladamente o lixo orgânico. No Brasil, até esse tipo de iniciativa é raridade.

No japão, 62% do lixo vira energia.

Na suiça, 59%, na frança, 37%

No brasil? zero.
Revista Mundo Estranho.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quanto tempo dura um prédio?

por Tarso Araújo
Um prédio dura de 50 a 100 anos, mas esse período depende de como ele é feito, usado e mantido. A parte estrutural, geralmente feita de concreto armado, mantém o prédio de pé enquanto estiver firme. Mas, se ela balançar... "Vigas deformadas ou rachaduras nos pilares são critérios importantes para se interditar um edifício", diz o engenheiro civil da USP Vanderlei John, especialista em durabilidade de materiais. Mas muito antes de cair o prédio pode se tornar um lugar perigoso. Veja abaixo como acontece esse processo de "decomposição".

Duro de matar
Sol, chuva, umidade e fungos detonam os materiais que sustentam um edifício
Telhado

Durabilidade - 10 anos a séculos

O vento pode levar tudo embora em dias. Mas, se isso não rolar, a durabilidade depende do material: as telhas de aço resistem 20 anos; as de amianto duram até 40 anos; e as de barro ficam lá por séculos

Metal

Durabilidade - 10 a 50 anos

Até os anos 80, a tubulação era de aço galvanizado, que enferrujava em 20 anos, causando vazamentos e aquela cor marrom na água. Os canos de PVC ou cobre substituíram o aço e duram mais de 50 anos

Cerâmica

Durabilidade - Indefinida

Peças de cerâmica, como pias, podem durar séculos. Com algumas décadas, elas perdem o brilho, mas seguem firmes. O mesmo vale para azulejos e tijolos - o risco é que, se malfeitos, podem absorver água e desmanchar

Concreto armado

Durabilidade - 50 a 100 anos

O concreto armado é uma armação de barras de aço preenchida de concreto (mistura de água, cimento, pedra e areia). Quando o cimento absorve o CO2 do ar, a mistura fica ácida e corrosiva

Vigas

Durabilidade - 50 a 100 anos

Quando o cimento ácido corrói a viga, o aço fica hidratado e ganha volume, fica quebradiço e "incha". Como o concreto não é elástico, o aumento de volume das vigas faz com que ele rache, esfarele e caia

Tinta

Durabilidade - 5 a 10 anos

A tinta é a primeira camada de proteção do prédio. Com a umidade do ar, fungos e bactérias crescem e se alimentam dela, um derivado de petróleo que eles adoram. A luz do sol também descasca a tinta

Vidro

Durabilidade - Indefinida

Apesar da fragilidade aparente, os vidros são duros de roer. Por serem feitos de sílica, material que não reage com outros, eles não sofrem decomposição. Pancadas, terremotos e vento são ameaças remotas

Madeira

Durabilidade - Varia com o clima

Em até cinco anos, o sol resseca a madeira e a deixa com cara de pele de jacaré. Com a umidade, ela se enche de fungos e apodrece. Nas tábuas menos resistentes, a vida útil é de apenas alguns anos

Argamassa

Durabilidade - 20 a 30 anos

A argamassa, uma mistura de cimento com outros materiais, sofre com as mudanças de temperatura e perde a "liga" depois de uns 20 anos. Aí, as coisas coladas nela, como azulejos, caem no chão e quebram

Fundações

Durabilidade - Indefinida

Como há pouco oxigênio no subsolo, as fundações de um prédio ficam protegidas da corrosão e são a última parte a ruir. A não ser que lençóis de água contaminados ou dejetos industriais dissolvam as fundações
Mundo Estranho

Qual é a diferença entre asma, rinite, bronquite e sinusite?


por Luiz Fujita
A diferença é a região do corpo que cada uma afeta. “Tudo o que termina em ‘ite’ significa uma inflamação, e o resto do nome indica o local atingido”, diz Carlos Carvalho, médico do Hospital das Clínicas de São Paulo. Todas essas doenças são causadas por um agente físico, da poluição ao pólen das flores. Quando o tal agente estranho entra em contato com alguma mucosa (pele que reveste partes internas do corpo), o organismo aciona mecanismos de defesa que podem resultar em uma inflamação, e aí se configura a doença. A asma é um pouco diferente. O nome vem de asthma, palavra em grego que significa sufocação, e é uma predisposição do organismo de certas pessoas a reagir ao elemento irritante de uma forma bem mais grave.

ATCHIM E ESPIRRO
Inflamações provocam caos nas vias aéreas, das cavidades do crânio ao pulmão

RINITE
Região atingida: Mucosas que revestem as cavidades do crânio. Inflamada, a mucosa incha, o nariz entope e produz coriza
Tratamento: Uma boa assoada já expele o agente invasor. Se o problema persistir, pode ser necessário usar descongestionantes e antiinflamatórios
Curiosidade: Os ácaros, parentes microscópicos das aranhas que vivem em locais quentes das casas, são vilões da rinite

SINUSITE
Região atingida: Seios faciais (buracos ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos). Inflamadas, essas cavidades acumulam secreções, entopem e dão dor de cabeça, febre e coriza espessa
Tratamento: Descongestionantes e antiinflamatórios. Nos casos mais graves, antibióticos são necessários
Curiosidade: O agente não sai com uma assoada, e, por isso, pode causar uma inflamação maior ou cair no sangue e se espalhar

BRONQUITE
Região atingida: Brônquios (tubos que conduzem o ar da traquéia até os alvéolos). Ficam contraídos e cheios de secreção
Tratamento: Antiinflamatórios e broncodilatadores, que abrem os brônquios e melhoram o fluxo de ar. Xaropes expectorantes ajudam
Curiosidade: Mais de 90% dos casos de bronquite crônica estão relacionados ao tabagismo. Os fumantes com a doença tossem o tempo todo

ASMA
Região atingida: Brônquios, que, contraídos, dificultam a passagem do ar
Tratamento: Usam-se broncodilatadores (que podem vir na forma das famosas bombinhas) e antiinflamatórios
Curiosidade: Sabe os filmes em que alguém tem uma crise após uma situação nervosa? Nada a ver. O gatilho é sempre algo físico, como a poeira


O FIM DAS BOMBINHAS
A partir de 2009, bombas com spray serão substituídas

As bombinhas, históricas aliadas dos asmáticos, estão com os dias contados. Feitas de um spray que utiliza CFC (o gás que destrói a camada de ozônio), até 2009 terão de sair de circulação no Brasil.

1. A parte de baixo da bombinha guarda pó seco – pode ser um corticóide (como a budesonida), um broncodilatador (como o formoterol) ou uma combinação desses dois

2. O asmático aperta um botão na lateral, que fura as cápsulas com o pó, e só então aspira a substância pela boca. O pó cai no sangue, que leva o remédio aos pulmões
Revista Mundo Estranho

Como é feito o chiclete?

por Luiz Fujita
1- A receita do grude é simples. A goma-base, a “borracha” que dá a consistência ao doce, é o principal ingrediente. Antes, a substância vinha da seiva de uma árvore. Hoje, é sintética, feita de vários derivados do petróleo, como resina e parafinas. Além dela, há porções menores de açúcar ou adoçante, xarope de glicose, corantes e aromatizantes.

2- O açúcar é do tipo impalpável, tão pulverizado que fica parecendo um talco. O xarope de glicose adoça e deixa a goma mais pegajosa e macia. A goma-base é derretida a 90 ºC, e os ingredientes são jogados no misturador. Essa grande panela comporta até 1 tonelada de goma, que fica ali no mexe e remexe por 25 minutos.

3- O passo seguinte é dar forma à maçaroca. No caso das gomas mais encorpadas, rola a extrusão, processo que força a massa por um buraco até que ela saia uniforme e maleável (algo parecido com o apertar de um tubo de pasta de dentes). Já os chicles em forma de pastilha viram mantas, com várias pastilhas coladas umas às outras.

4- Se o chiclete for do tipo que possui recheio líquido (feito de xarope de glicose colorido e aromatizado artificialmente), é na fase de extrusão que ele é colocado. Conforme a goma vai sendo empurrada, uma máquina injeta o líquido no centro da massa antes de ela sair pelo buraco.

5- Ao sair da extrusora, a goma ainda está aquecida, meio molenga e difícil de ser cortada. Por isso,
o próximo passo é resfriar a mistura. Primeiro, a goma descansa em bandejas por algumas horas. Em seguida, vai para a sala de refrigeração, onde fica por até 24 horas mantida sob cerca de 15ºC, ou apenas 15 minutos a temperaturas mais baixas, em torno de 5ºC.

6- Agora, sim, a goma pode ser cortada sem grudar ou perder a forma. Alguns chicles recebem antes uma polvilhada de açúcar de confeiteiro, para tirar um pouco mais do grude. O corte pode ser uma espécie de grade que divide a folha de goma em retângulos, ou uma lâmina que corta tiras de goma.

7- Sabe as gomas de mascar que têm uma casquinha mais dura por fora? É nessa etapa que ela é colocada. Depois de cortadas, as gomas vão para o drageamento. As pastilhas ficam por seis horas em uma grande panela com pás girando, enquanto o sistema de tubulação vai dosando um xarope de açúcar e amido que depois de seco forma aquela camada quebradiça e doce.

8- No fim do estica e puxa, só falta colocar a embalagem. Hoje, nas grandes fábricas, todo o processo é automatizado. Uma máquina vai cortando as folhas de embalagem enquanto outra joga o doce pra dentro. Por fim, uma outra fecha tudo, em um processo tão rápido que nem dá pra ver. Nesse ritmo, dá pra produzir cerca de mil unidades por minuto!

--> Chicle é o nome do látex extraído do sapotizeiro, árvore que dá uma fruta conhecida como sapoti.

--> A goma de mascar foi inventada no século 19 por Thomas Adams, que também era fotógrafo.

--> Estima-se que mais de 18 milhões de gomas de mascar são vendidas todos os dias no país.

--> O chicle virou chiclete quando Adams acrescentou água quente para amaciar a massa.

--> O Brasil é o terceiro maior chicleteiro do mundo, com 57 mil toneladas produzidas por ano.

--> O maior produtor é os Estados Unidos, com 224 mil toneladas por ano, seguido pela China, com 148 mil toneladas.

Revista Mundo Estranho

Como o milho vira pipoca?



por MARINA MOTOMURA
Todo grão de milho tem três partes: o embrião, onde fica o material genético, o endocarpo e o pericarpo, compostos principalmente de amido e água. A diferença do milho de pipoca é que ele tem menos água (cerca de 14,5%) do que o milho verde e seu pericarpo tem uma casca quatro vezes mais resistente que a dos milhos que usamos para comer e fazer canjica

Ao colocar a pipoca na panela ou no microondas, o calor faz com que a água de dentro do grão se transforme em vapor, que tenta sair e empurra a casca do pericarpo. Ao mesmo tempo, o amido, antes sólido, começa a virar uma espécie de gelatina, aumentando de tamanho. Somadas, a pressão do vapor d’água e do amido chegam a 10 kg/cm2, cinco vezes mais que a de um pneu de carro!

A pressão é tanta que a casca estoura! Em contato com o ar, o amido gelatinizado se solidifica e se transforma na espuma branca que comemos. Quando o pericarpo tem rachaduras ou é pouco duro, o vapor d’água escapa, a pipoca não vinga e surge o piruá. Outro motivo para a pipoca não estourar é quando o grão tem água a mais ou a menos na composição ;-)
Revista Mundo estranho

Por que a noiva usa branco e joga o buquê nos casamentos?

por Marina Motomura
O vestido branco surgiu como um símbolo da pureza e castidade, enquanto o hábito de jogar o buquê era uma maneira de a noiva ajudar as amigas a desencalhar. Mas os costumes e superstições relacionados ao matrimônio não param por aí. Como as primeiras uniões tinham o objetivo de gerar herdeiros para as famílias, tudo era feito para garantir fertilidade - ou seja, filhos. "Nas sociedades em que o casamento é basicamente um meio de chegar à procriação, isso é indicado através de uma série de ritos matrimoniais", diz Alan MacFarlane no livro História do Casamento e do Amor. Entre esses ritos estão o gesto de jogar arroz, símbolo de fecundidade.

Vestida para casar
Casamento da rainha inglesa Vitória definiu maioria das tradições seguidas até hoje
MARCHA NUPCIAL

Fã do músico Felix Mendelssohn, a rainha Vitória encomendou a ele uma composição especial. A música, que ficaria conhecida como "Marcha Nupcial", foi composta em 1842. Ela ganhou fama ao ser usada para o casamento de uma das filhas da rainha Vitória

VÉU E GRINALDA

O livro Gênesis, da Bíblia, conta que Rebeca se cobriu com um véu quando se aproximou do futuro marido, Isaac. Desde então, muitas noivas usam véu, hábito popularizado pela rainha Vitória. A grinalda tem forma de coroa para distinguir a noiva dos convidados

BUQUÊ

O buquê das noivas romanas tinha ervas aromáticas, para espantar maus espíritos. Depois, as ervas foram trocadas por flores, símbolo de fertilidade. A noiva passou a jogar o buquê às convidadas a partir do século 14, na França. Esse hábito substituiu outro: antes, elas pegavam um pedaço do vestido da noiva para ter sorte

ACOMPANHANTES

As damas de honra existem desde a Antiguidade, quando as noivas se casavam ainda crianças e precisavam da ajuda das irmãs para se vestir. Os padrinhos surgiram na época em que os matrimônios eram arranjados pelos pais do casal. Escolhiam-se padrinhos para tornar a união reconhecida pelo restante da sociedade

ALIANÇAS

A troca de alianças era ritual comum entre egípcios (que, inclusive, já a usavam no dedo anular esquerdo, considerado uma ligação direta com o coração) e romanos, mas só foi considerada indispensável no casamento católico a partir século 16, com o Concílio de Trento. Na tradição hebraica, as alianças são lisas

VESTIDO BRANCO

O branco já era parte do vestuário de noivas da Antiguidade. Por volta do século 10, com os vistosos tecidos vindos do Oriente, as noivas passaram a se vestir com cores fortes, como o vermelho. Em 1840, com o casamento da rainha Vitória, da Inglaterra, o branco, ícone de pureza, voltou a dominar.

Revista Mundo Estranho

Existem super-heróis muçulmanos?

por Ciro Santiago
Sim, mas nenhum deles é muito famoso. É o caso de Pó, uma mutante afegã dos Novos X-Men, capaz de controlar a poeira; ou do agente secreto Naif al-Sheikh, líder da Liga da Justiça Elite. Na verdade, são raros os casos de heróis com preferências religiosas definidas com clareza. Em alguns casos, só é possível supor, a partir de pistas em passagens de algumas histórias. Mas, como as histórias de um mesmo personagem podem ser escritas por diferentes autores, essas pistas também podem ser contraditórias. O quadrinista Frank Miller, por exemplo, considera Batman católico, enquanto seu colega Elliot S. Maggin, que assinou as histórias do morcegão em outra época, acha que ele é anglicano. Veja como os heróis se dividiriam se lutassem pela fé.

ULTRAMUÇULMANOS
• NAIF AL SHEIKH
• PÓ: Criada pouco depois dos ataques do 11 de Setembro, essa mutante sempre causou desconfiança entre outros X-Men por se declarar muçulmana e usar a burqa em público

DEFENSORES JUDEUS
• LINCE NEGRA, COISA
• MAGNETO: Tanto nos quadrinhos quanto nos filmes, parte do ódio desse vilão pelos humanos é justificado por sua infância em um campo de concentração nazista. Isso é mostrado nos filmes da série X-Men

EXÉRCITO CATÓLICO
• HULK, HELLBOY, JUSTICEIRO, DEMOLIDOR, GAMBIT
• NOTURNO: Um dos poucos casos em que a fé é um traço explícito do personagem, este X-Men com o dom do teletransporte até chegou a estudar para se tornar padre. No filme X-Men 2, ele é retratado como um homem religioso

LEGIÃO DOS BATISTAS
• MOTOQUEIRO FANTASMA, MÍSSIL
• VAMPIRA: Ela mesma se identifica como batista em uma briguinha de amor com o namorado, Gambit, em X-Men 172. Tem tudo a ver: a personagem é do sul dos EUA, onde essa religião é muito comum

SUPERMETODISTAS
• SUPERGIRL, SUPERBOY
• SUPERMAN: Histórias de sua infância em Smallville mostram Clark Kent freqüentando uma igreja metodista junto com os pais adotivos. Na vida adulta, porém, tudo indica que ele deixou de ser praticante

LIGA PROTESTANTE
• HOMEM-ARANHA, LANTERNA VERDE
• CAPITÃO AMÉRICA: Como o Capitão representa o american way of life, ele apropriadamente segue a religião mais comum do país. No universo alternativo Ultimate, ele vai à igreja todo domingo!

X-BUDISTAS
• ARQUEIRO VERDE II
• WOLVERINE: É o herói com o passado mais nebuloso dos quadrinhos, mas morou durante anos no Oriente, onde estudou artes marciais, filosofia e religião. Já foi retratado várias vezes em templos budistas

FORÇA MITOLÓGICA
• THOR, GAVIÃO NEGRO
• MULHER-MARAVILHA: Neste grupo estão heróis ligados desde sua origem a mitologias politeístas. A Mulher-Maravilha foi inspirada na lenda grega das amazonas e sempre visita templos olímpicos em sua terra natal, a ilha de Themiscyra

LIGA HINDU
• SENTINELA ÔMEGA, PÁSSARO TROVEJANTE III
• DESAFIADOR: Este personagem sobrenatural da editora DC, também conhecido como Deadman, ganhou seus poderes depois que morreu e foi ressuscitado pela deusa hindu Rama Kushna

ANGLICANOS UNIDOS
• TOCHA HUMANA, MULHER INVISÍVEL, ANJO, FERA
• BATMAN: É um caso polêmico. Alguns o consideram católico e até budista, como indica o filme Batman Begins. Entretanto, a maioria das histórias sugere que ele foi criado como anglicano e que, na vida adulta, afastou-se da Igreja
Revista Mundo Estranho

Como seria o Papai Noel de verdade?


por Marina Motomura
Se o Papai Noel existisse de verdade,ele se deslocaria em um trenó com quase 200 m de comprimento a uma velocidade de 2,4 milhões de km/h! Para chegar a esses resultados, o primeiro passo foi descobrir o número de crianças que ganhariam presentes. E não são todas: do total de 1,84
bilhão de crianças de 0 a 14 anos que existem, segundo a Organização das Nações Unidas, só receberiam presentes as crianças cristãs (já que o Natal, o nascimento de Cristo, só é comemorado nessas religiões), que são 33% do total. Também ficaria de fora 1% das crianças que apresentam
comportamento agressivo, afinal, Noel não presenteia quem não se comporta direitinho durante o ano... Depois, calculamos quantos quilômetros o bom velhinho percorreria e até a velocidade que o trenó teria que ter. No fim das contas, Papai Noel teria que ser um super-herói para fazer as crianças felizes na noite de Natal!
Revista Mundo Estranho