terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Como se forma a neblina?


A neblina é formada pela suspensão de minúsculas gotículas de água numa camada de ar próxima ao chão. Ou seja, a neblina nada mais é do que uma nuvem em contato com o solo. Esse fenômeno, também conhecido como nevoeiro, é mais comum em lugares frios, úmidos e elevados e ocorre devido à queda da temperatura e à conseqüente condensação do vapor d’água junto ao solo. A condensação, também chamada de liquefação, é a transformação da água em estado gasoso (vapor) para o líquido quando submetida a um resfriamento. O processo é parecido com o que rola nos automóveis no frio, quando a temperatura dentro do carro fica maior do que a externa. O vidro, em contato com o frio externo, permanece gelado. Quando o vapor suspenso no interior entra em contato com o pará-brisa, ele se condensa e embaça o vidro. Às vezes, a neblina é tão forte que até aeroportos precisam ser fechados, mas isso depende dos aparelhos de auxílio ao pouso e decolagem que cada aeroporto tem. Veja abaixo as situações mais comuns que dão origem a nevoeiros.


Revista Mundo Estranho

Qual é a árvore com a maior circunferência do mundo?


Essa gordinha vegetal tem nome e endereço: é conhecida como árvore de Tule e fica na vila de mesmo nome na cidade de Oaxaca, no coração do México. A tal árvore rechonchuda é um cipreste da espécie Taxodium mucronatum, cujo caule tem nada menos que 58 metros de circunferência, o que torna necessárias 17 pessoas, de mãos dadas e braços bem abertos, para dar a volta em torno do seu tronco. Se ele fosse oco, uma casa confortável poderia ser construída dentro do tronco. Botânicos acreditam que a árvore de Tule tenha entre 1430 e 1600 anos, mas não sabem quanto tempo ela ainda tem de vida. "Não há registros históricos nem dados científicos para saber até quantos anos ela pode viver. Mas sabe-se que o cipreste não pára de crescer com a idade", diz o botânico Bruno Irgan, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para evitar que a árvore de Tule tenha o mesmo fim de outro gigante cipreste mexicano, o El Sargento - que não resistiu à seca do solo e à poluição -, foi construído um sistema de irrigação para regá-la e uma cerca de ferro para protegê-la.

Revista Mundo Esranho

Declaração Universal dos Direitos do Homem da Organização das Nações Unidas.

“ Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de Razão e Consciência, devem agir uns para com os outros em Espírito de Fraternidade.”

O mar de Aral está mesmo encolhendo? Por quê?


Não só está encolhendo como pode desaparecer do mapa até 2010. Tudo porque, na década de 60, o governo soviético achou mais lucrativo desviar os rios Amu Daria e Sir Daria, que alimentavam o mar de Aral, para irrigar plantações de algodão. Resultado: em quatro décadas, esse mar interior - que um dia provavelmente já foi ligado aos oceanos do planeta - perdeu três quartos do seu volume, sua profundidade baixou 19 metros e a área ocupada por suas águas foi reduzida a 40% da original. Para ter uma idéia do desastre, imagine que, nos anos 50, o mar de Aral, então o quarto maior mar interior do mundo, tinha o tamanho dos estados do Rio de Janeiro e Alagoas juntos. Hoje, o que restou equivale apenas ao território alagoano. Para complicar, a água evaporou, mas o sal ficou, tornando o mar salgado demais para os peixes. Além disso, os agrotóxicos usados nas plantações de algodão contaminaram o que sobrou de água e acabaram com a pesca, que era a base da economia da região. E o pior é que não há perspectivas de melhora da situação, mesmo porque faltam recursos para programas de recuperação e até a geografia propicia a catástrofe. "Como a região é tectonicamente ativa, podem aparecer fraturas na superfície, sugando ainda mais a água", diz o geógrafo Archimedes Perez Filho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Revista Mundo Estranho

Qual foi a pior erupção de vulcão do mundo?


Se a gente considerar como "pior" a erupção que matou mais gente, a trágica campeã foi a do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia. Ele acordou do seu sono em 1815, numa explosão que matou 92 mil pessoas! Além de terrivelmente letal, o despertar do Tambora também foi superpotente: ele atingiu nível 7 no índice de explosividade vulcânica, uma escala que mede a intensidade das erupções e varia entre 0 e 8. "Uma explosão como essa só ocorre uma vez em milhares de anos. Os fluxos de lava e rochas chegaram ao oceano e provocaram explosões secundárias nas ilhas próximas", afirma o geólogo Carlos Augusto Sommer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Depois da catástrofe, a montanha do vulcão ficou com metade da altura que tinha e formou uma enorme cratera, hoje cheia d’água. O século 19, aliás, foi um dos que concentraram algumas das piores erupções de todos os tempos. A famosa explosão do Krakatoa, na Indonésia, fez 36 mil vítimas em 1883. A do monte Pelée, no comecinho do século 20, deixou 29 mil mortos carbonizados por uma enxurrada de substâncias quentes na ilha de Martinica, na América Central. Mais recentemente, em 1985, uma explosão relativamente pequena, a do vulcão Nevado Del Ruiz, na Colômbia, fez com que uma geleira derretesse e soterrasse o povoado de Armero, matando 23 mil pessoas. Um desastre considerável, sem dúvida, mas nada que se compare à explosão do Tambora. No infográfico destas páginas, a gente segue o rastro quente de destruição da "mãe" de todas as erupções.

Revista Mundo Estranho

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Português-10 temas essenciais


Redação e respostas das questões discursivas
Abaixo algumas características esperados dos vestibulandos ao redigir um texto - que pode ser a resposta discursiva de uma questão ou mesmo a redação.

-1)Análise e interpretação de texto: Pode ser através de uma crônica de jornal, da literatura tradicional ou de uma poesia. O importante é saber ler, compreender e apresentar sua capacidade de raciocínio relacionando textos verbais e visuais, temáticos e figurativos. "As faculdades sabem que um bom leitor será um bom universitario. Às vezes o aluno sabe a matéria e mesmo assim erra, mas é porque ele não sabe interpretar o que leu", diz Maria Lourdes. Uma dica é identificar as palavras-chaves do texto e questionar-se sobre o tema exposto.

-2)Coerência e coesão: São os principais instrumentos para fazer uma redação que seja clara, compreensível e que transmita determinada idéia. Além disso, essas duas características são essenciais na interpretação de texto da prova da português. A resposta deve ser coerente com suas idéias, em relação ao seu objetivo, ao leitor que pretende atingir e ao gênero textual que está desenvolvendo.


-3)Intertextualidade: É comum encontrar, nas provas, referências de um texto em outro. "A correlação entre significados de dois assuntos no cenário cultural está em todo vestibular", diz Platão. "É importante questionar, nesse caso, se os autores querem dizer a mesma coisa".

Gramática
Apesar de raramente cair na prova questões específicas sobre regras gramaticais, existem temas essenciais que são abordados com freqüência dentro de questões sobre interpretação de texto. "O que se espera do estudante é que ele saiba utilizar a gramatica aplicada ao dia-a-dia", diz Maria Lourdes.

-4)Ambigüidade: Admitir mais de um sentido ao contexto compromete a compreensão de todo o conteúdo, gera dúvidas e até conclusões equivocadas. "Ambigüidade é um dos temas mais abordados ao longo das provas, seja para escrever uma redação, uma análise de texto ou uma resposta simples", garante a professora do Objetivo.

-5)Correlação verbal: "É preciso ficar atento ao uso dos tempos e modos. Merece uma atenção especial aqueles casos em que existe descompasso entre a variante culta e as populares, como é o caso de 'ter', 'ver' e derivados", atenta Liliana.

6)Modo imperativo: O mais comum de se explorar o tema na prova é na mistura de tratamento. "Uma frase como 'me liga que eu quero falar com você' pode ser abordada. Numa questão dessa, o aluno pode mostrar ainda que sabe fazer a colocação do pronome na frase".


-7)Estilística: As questões sobre figura de linguagem, figura de pensamento e figura de sintaxe são temas presentes em vestibulares, seja em questões pontuais ou dentro de um texto explorado pela prova.

Literatura
"É com a literatura que os vestibulares avaliam o candidato que tem capacidade de entender o que lê e de aplicar o que sabe, e não o que decora", avisa Maria Lourdes. Vejas os temas mais prováveis de aparecer na prova:


-8)Machado de Assis: "O centenário de morte do autor é um forte indicativo de que os vestibulares focarão suas obras e sua influência", aposta a professora Liliana. "Dom Casmurro", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Memorial de Aires" são livros de Machado que figuram nas listas dos processos seletivos.

-9)Guimarães Rosa: Os cem anos de nascimento do autor também deve marcar presença nas avaliações. "Pode cair na prova uma questão que peça para o vestibulando relacionar temas de 'Sagarana' com 'Dom Casmurro'. Além disso, pode haver perguntas sobre simbologia", indica Maria Lourdes. Ela exemplifica com o conto "O Burrinho Pedrês": "nesse caso, o aluno deve identificar símbolos como cautela e sabedoria no texto".

10)Movimentos literários: Os vestibulares se concentram em três movimentos principais: romantismo, realismo e modernismo. Uma dica para estudar os movimentos e aprofundar em determinada geração é checar em qual deles estão inseridos os autores das listas de livros recomendados para leitura do seu vestibular.

Revista Vestibular

Dicas de Português


Até as 22h ou até às 22h?
"O resultado das eleições será conhecido até as 22h".A maioria dos estudantes, ao escrever uma frase parecida com a apresentada no título, ficaria em dúvida quando a colocar ou não o acento grave indicador de crase em "as 22h". Acredito que colocariam o acento. E você, caro internauta, colocaria o acento grave ou não? Vamos à explicação: o vocábulo crase provém do grego krâsis, cujo significado é ação de misturar, mistura de elementos que se combinam num todo. Para nós, lusófonos, é a contração da preposição a com os artigos definidos a, as ou com os pronomes demonstrativos a, as, aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo:
a + a = à
a + as = às
a + aquele = àquele
a + aqueles = àqueles
a + aquela = àquela
a + aquelas = àquelas
a + aquilo = àquiloVejamos alguns exemplos:1. "Nunca obedeci àquele homem, pois não o respeito" (quem obedece, obedece a alguém);2. "Assisti à peça teatral escrita por Mário Bortoloto" (quem assiste, no sentido de ver, assiste a algo);3. "Não aspiro àquela vaga, mas à que foi ocupada por Oriolando" (quem aspira, no sentido de desejar muito, aspira a algo);4. "Cheguei ao cinema às 19h50" (chegar, ao indicar hora exata, exige a preposição a).Ocorre, porém, que, em muitas situações, outra preposição é usada, e não o a. Quando isso ocorrer, não haverá o acento indicador de crase, em virtude da falta da preposição a. Vejamos alguns exemplos:1. "Cheguei após as 7h": não há o acento indicador de crase, pois, no lugar da preposição a, usou-se a preposição após;2. "Estou aqui desde as 7h": não há o acento indicador de crase, pois, no lugar da preposição a, usou-se a preposição desde.Há, porém, uma preposição que admite a preposição a ao seu lado: é a preposição até. Vejamos alguns exemplos:1. "Ontem, fomos até o parque caminhar" (ou até ao parque);2. "Dormi até o meio-dia" (ou até ao meio-dia).Tal combinação não é obrigatória; é, aliás, desnecessária. A combinação de até com a acontece com o objetivo de evitar ambigüidade, ou seja, evitar duplo sentido na frase, pois o vocábulo até, além de ser preposição, também pode ser advérbio com o sentido de inclusive. Às vezes, não há como saber qual dos dois foi usado. Veja o seguinte exemplo:"A enchente inundou o bairro todo, até a igreja"Não dá para saber o sentido exato da frase. Há duas situações:- A enchente inundou o bairro todo, mas não a igreja: chegou até ela e parou;- A enchente inundou o bairro todo, inclusive a igreja.Se a primeira opção for a verdadeira, até é preposição; se for a segunda, advérbio. Caso a verdadeira seja a primeira opção, recomenda-se o uso da preposição a em combinação com até, evitando, assim, o duplo sentido: "A enchente inundou o bairro todo, até à igreja".Caso a verdadeira seja a segunda opção, recomenda-se o uso de inclusive: "A enchente inundou o bairro todo, inclusive a igreja".A frase apresentada no início do texto não apresenta ambigüidade. Pode-se, portanto, usar o acento indicador de crase, mas não há necessidade dele. "O resultado das eleições será conhecido até as 22h".A maioria dos estudantes, ao escrever uma frase parecida com a apresentada no título, ficaria em dúvida quando a colocar ou não o acento grave indicador de crase em "as 22h". Acredito que colocariam o acento. E você, caro internauta, colocaria o acento grave ou não? Vamos à explicação: o vocábulo crase provém do grego krâsis, cujo significado é ação de misturar, mistura de elementos que se combinam num todo. Para nós, lusófonos, é a contração da preposição a com os artigos definidos a, as ou com os pronomes demonstrativos a, as, aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo:
a + a = à
a + as = às
a + aquele = àquele
a + aqueles = àqueles
a + aquela = àquela
a + aquelas = àquelas
a + aquilo = àquiloVejamos alguns exemplos:
1. "Nunca obedeci àquele homem, pois não o respeito" (quem obedece, obedece a alguém);
2. "Assisti à peça teatral escrita por Mário Bortoloto" (quem assiste, no sentido de ver, assiste a algo);
3. "Não aspiro àquela vaga, mas à que foi ocupada por Oriolando" (quem aspira, no sentido de desejar muito, aspira a algo);
4. "Cheguei ao cinema às 19h50" (chegar, ao indicar hora exata, exige a preposição a).
Ocorre, porém, que, em muitas situações, outra preposição é usada, e não o a. Quando isso ocorrer, não haverá o acento indicador de crase, em virtude da falta da preposição a. Vejamos alguns exemplos:
1. "Cheguei após as 7h": não há o acento indicador de crase, pois, no lugar da preposição a, usou-se a preposição após;
2. "Estou aqui desde as 7h": não há o acento indicador de crase, pois, no lugar da preposição a, usou-se a preposição desde.
Há, porém, uma preposição que admite a preposição a ao seu lado: é a preposição até. Vejamos alguns exemplos:
1. "Ontem, fomos até o parque caminhar" (ou até ao parque);
2. "Dormi até o meio-dia" (ou até ao meio-dia).
Tal combinação não é obrigatória; é, aliás, desnecessária. A combinação de até com a acontece com o objetivo de evitar ambigüidade, ou seja, evitar duplo sentido na frase, pois o vocábulo até, além de ser preposição, também pode ser advérbio com o sentido de inclusive. Às vezes, não há como saber qual dos dois foi usado.
Veja o seguinte exemplo:
"A enchente inundou o bairro todo, até a igreja"
Não dá para saber o sentido exato da frase. Há duas situações:
- A enchente inundou o bairro todo, mas não a igreja: chegou até ela e parou;
- A enchente inundou o bairro todo, inclusive a igreja.
Se a primeira opção for a verdadeira, até é preposição; se for a segunda,
advérbio. Caso a verdadeira seja a primeira opção, recomenda-se o uso da preposição a em combinação com até, evitando, assim, o duplo sentido:
"A enchente inundou o bairro todo, até à igreja".
Caso a verdadeira seja a segunda opção, recomenda-se o uso de inclusive: "A enchente inundou o bairro todo, inclusive a igreja".
A frase apresentada no início do texto não apresenta ambigüidade. Pode-se, portanto, usar o acento indicador de crase, mas não há necessidade dele.
Revista Educação